3 apostas em ações da China na visita de Trump
3 apostas em ações da China na visita de Trump

Durante a visita do presidente Donald Trump à China, investidores otimistas aproveitaram o momento para montar posições agressivas em ações, ETFs e temas ligados ao mercado chinês, que registraram alguns dos maiores ralis dos últimos meses em 13 de maio de 2026.

O contexto que movimentou os mercados

A visita de Trump a Pequim gerou expectativa imediata de distensão comercial entre as duas maiores economias do mundo. O mercado respondeu com velocidade: papéis relacionados à China subiram de forma expressiva em pregão, com volume de negociações acima da média em diversas classes de ativos.

O movimento refletiu a leitura de gestores e traders de que qualquer sinal de reaproximação entre Washington e Pequim representa alívio direto para setores que sofreram com tarifas e restrições comerciais nos últimos anos.

As três grandes apostas dos touros

1. ETFs de ações chinesas

Os fundos negociados em bolsa com exposição direta ao mercado acionário da China lideraram as altas. O iShares MSCI China ETF (MCHI) e o KraneShares CSI China Internet ETF (KWEB) figuraram entre os instrumentos com maior entrada de capital no dia. O KWEB, focado em empresas de tecnologia chinesas, registrou um dos maiores volumes diários do ano.

2. Empresas de tecnologia listadas nos EUA

ADRs de grandes companhias chinesas como Alibaba (BABA), JD.com (JD) e Baidu (BIDU) subiram de forma consistente durante o pregão. O Alibaba liderou os ganhos entre os papéis individuais, impulsionado por expectativas de que um acordo comercial mais amplo poderia remover barreiras regulatórias e de listagem que pesam sobre as empresas chinesas negociadas em Nova York.

3. Commodities e produtores ligados à China

O terceiro vetor de aposta concentrou-se em commodities e empresas produtoras com forte demanda chinesa. Minério de ferro, cobre e empresas como Vale e Rio Tinto foram beneficiadas pela perspectiva de retomada do apetite chinês por insumos, caso as relações comerciais se normalizem.

Por que o timing importa

Analistas destacam que o rali foi amplificado pelo posicionamento técnico do mercado. Muitos fundos estavam vendidos ou subexposto à China após meses de incerteza geopolítica. A visita de Trump funcionou como gatilho para uma recomposição rápida de posições.

O movimento também foi alimentado por dados recentes de atividade econômica na China, que mostraram estabilização na produção industrial e no consumo doméstico, reduzindo o prêmio de risco associado ao mercado chinês.

Riscos que o mercado ainda precifica

Apesar do otimismo do dia, gestores ouvidos pela CNBC alertam que os ganhos podem ser de curto prazo. Negociações comerciais entre EUA e China historicamente evoluem de forma lenta, e anúncios de cúpula raramente se traduzem em acordos concretos imediatos.

A volatilidade permanece elevada, e qualquer declaração que frustrasse as expectativas de avanço diplomático poderia reverter parte significativa dos ganhos observados nesta sessão.