
O dólar à vista operava em queda no início desta segunda-feira, 17, cotado a R$ 5,2100 às 10h48, mas seguia acima do patamar de R$ 5,20. O recuo de 0,19% ocorria em sintonia com o movimento externo, onde a moeda americana perdia força ante uma cesta de divisas fortes.
Na sessão anterior, o câmbio doméstico fechou com sinal oposto: alta de 0,52%, a R$ 5,2199, no quinto pregão consecutivo de valorização e no maior nível de fechamento desde 30 de março. O contrato futuro de dólar com vencimento em setembro também recuava levemente na abertura dos negócios.
Fed e agenda da semana no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, operava em baixa, enquanto a divisa americana mostrava sinal misto frente às principais moedas emergentes. O mercado acompanha a redução das apostas de alta de juros pelo Federal Reserve após os dados recentes de emprego e inflação nos Estados Unidos.
A ata da última reunião do banco central norte-americano e novos indicadores de atividade estão no radar dos investidores ao longo desta semana e devem dar direção ao câmbio global.
IBC-Br e Relatório Focus
No Brasil, a agenda doméstica trouxe o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de junho, que caiu 0,6%, ante queda de 0,5% esperada pelos analistas. O número reforçou os sinais de desaceleração da atividade econômica.
O Relatório Focus manteve a projeção para o IPCA de 2026 em 5,02% e elevou a estimativa para a inflação de 2027 de 4,22% para 4,24%. A projeção para o câmbio no fim deste ano permaneceu em R$ 5,20, enquanto a estimativa para 2027 subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29. A previsão para a taxa Selic no fim de 2026 continuou em 13,75%.
Riscos domésticos e tensão comercial
O ambiente interno segue marcado por cautela com os riscos fiscal e eleitoral e pela saída de capital estrangeiro. Na sexta-feira, o dólar chegou à máxima de R$ 5,2490, após a abertura de processo para aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, em resposta à tarifa de 25% imposta pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.
Petróleo e Oriente Médio
No mercado de energia, o petróleo operava em alta, perto de US$ 89 por barril, em meio às incertezas sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã e à reabertura do Estreito de Ormuz. Nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou bombardear Omã caso o país se intrometa nos planos de Washington para a via marítima. Teerã afirmou ter chegado a um entendimento com Mascate para a retomada do trânsito de navios, mas indicou que elevará as tensões na região se a diplomacia com os Estados Unidos fracassar.





