
O dólar hoje à vista encerrou a sessão desta sexta-feira (10) cotado a R$ 5,0115, com recuo de 1,03% no dia e acumulando queda de 3% na semana. O movimento foi impulsionado pelo alívio nas tensões geopolíticas e pela expectativa crescente de negociações para um acordo de paz definitivo no Oriente Médio.
Desempenho da sessão
Durante o pregão, a moeda norte-americana tocou a mínima da sessão em patamar abaixo de R$ 5,00, nível que não era visto há semanas. O volume de negócios ficou dentro do padrão habitual para uma sexta-feira, sem distorções relevantes no fluxo cambial.
A semana foi marcada por uma sequência consistente de baixas para o dólar frente ao real. Nos cinco pregões, a moeda americana não registrou nenhuma sessão de alta expressiva, demonstrando pressão vendedora sustentada ao longo de todo o período.
Fatores externos determinantes
O principal gatilho para a valorização do real foi a mudança no cenário geopolítico global. Sinais de aproximação diplomática entre as partes envolvidas no conflito do Oriente Médio reduziram a aversão ao risco nos mercados internacionais.
Com menor aversão ao risco, os investidores globais voltaram a buscar ativos de países emergentes, incluindo o Brasil. Esse movimento típico de risk-on favoreceu moedas como o real, o peso mexicano e o rand sul-africano ao longo da semana.
Impacto nos mercados emergentes
O fluxo de capital para emergentes foi ampliado pela perspectiva de que tensões menores no Oriente Médio reduzem a pressão sobre os preços do petróleo e, consequentemente, sobre a inflação global. Isso alivia a necessidade de juros altos por mais tempo nos países desenvolvidos, o que torna os emergentes mais atrativos relativamente.
Contexto macroeconômico
No front doméstico, o câmbio também se beneficiou de dados que reforçaram a percepção de estabilidade fiscal relativa do Brasil. O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos segue elevado, o que sustenta o carrego favorável ao real.
Para mais análises sobre o comportamento da macroeconomia brasileira e seus reflexos no câmbio, o monitoramento dos indicadores fiscais e das decisões do Banco Central permanece essencial nas próximas semanas.
O que o mercado monitora agora
A continuidade do movimento de queda do dólar depende da evolução das negociações de paz no Oriente Médio. Qualquer reversão no cenário diplomático pode reintroduzir aversão ao risco e pressionar o câmbio para cima rapidamente.
No campo doméstico, o mercado aguarda dados fiscais e de inflação nas próximas semanas para calibrar as expectativas sobre a trajetória da taxa Selic e o comportamento do real ao longo do segundo trimestre de 2026.





