
O dólar à vista encerrou a sessão desta quinta-feira (30) em queda de 0,98%, cotado a R$ 4,9527, pressionado pela valorização do iene japonês após intervenção cambial do Banco do Japão e por dados macroeconômicos do Brasil e dos Estados Unidos. A moeda americana acumula recuo superior a 4% no mês de abril, registrando uma das piores performances mensais recentes frente ao real.
Fatores que derrubaram o dólar no pregão
O movimento de queda refletiu uma combinação de pressões externas e internas. No exterior, o destaque foi a valorização expressiva do iene após sinalizações do Banco do Japão sobre política monetária, o que provocou venda generalizada de dólares no mercado global.
Nos Estados Unidos, indicadores macroeconômicos divulgados ao longo do dia aumentaram as apostas do mercado em cortes de juros pelo Federal Reserve ainda em 2026, reduzindo o diferencial de retorno favorável ao dólar.
Cenário doméstico
No Brasil, dados econômicos divulgados nesta quinta contribuíram para a demanda por reais. O ambiente de macroeconomia doméstica, com juros elevados mantidos pelo Banco Central, segue tornando ativos brasileiros relativamente atrativos para investidores estrangeiros em busca de carry trade.
Desempenho acumulado em abril
O recuo de mais de 4% no mês coloca abril como um período de forte reversão para o dólar frente ao real. O USDBRL saiu de níveis próximos a R$ 5,17 no início do mês e progressivamente cedeu terreno ao longo das sessões.
Impacto do iene no câmbio global
A moeda japonesa exerceu papel central na pressão sobre o dólar nesta sessão. A valorização do iene tende a provocar o fechamento de posições de carry trade financiadas em ienes, forçando a recompra da moeda japonesa e a venda do dólar em escala global — efeito que se transmitiu diretamente para o par USDBRL.
Mercado de câmbio no fechamento
No mercado futuro, os contratos de dólar para maio também recuaram, alinhados ao movimento do dólar à vista. O volume de negócios se manteve dentro da normalidade para o período, sem distorções relevantes de liquidez. O real seguiu entre as divisas emergentes com melhor desempenho na sessão, beneficiado pelo diferencial de juros e pelo fluxo de capital externo.





