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Tédio e dinheiro: a revolução nas decisões financeiras

28 abril 2020 - 06h58
Tédio e dinheiro: a revolução nas decisões financeiras
O distanciamento forçado pela pandemia da Covid-19 tem feito muita gente se deparar com questões sobre o tédio. Por estarmos reclusos e conectados 24 horas por dia, 7 dias por semana, não há precedentes na história para o que vivemos atualmente. Nunca tivemos tanto tempo disponível, tantas tarefas a fazer e tantos encontros com o tédio. Diante desse cenário, comecei a questionar: por que o tédio existe? Por que tem tanta gente entediada? Como isso afeta a relação com o dinheiro? E para abordar essas questões, começo dizendo que o tédio é tudo, menos uma coisa chata. Estudos científicos mostram que não existe uma definição universal para o tédio. Esse mal-estar que acomete a todos, em maior ou menor grau, está diretamente relacionado à falta de entusiasmo e estímulos neurológicos. Ele não deve ser confundido com a apatia ou depressão porque uma de suas principais consequências é a busca desesperada por alívio, que pode se expressar das mais diversas formas como compulsão alimentar, por compras, uso de drogas e até mesmo crimes. O confinamento e o consumo excessivo de informações estão entre as principais causas do tédio que, ao contrário do que o senso comum aponta, representa o potencial criativo reprimido e faz bem para a saúde mental. Relacionando as recentes descobertas científicas sobre o tédio ao comportamento financeiro, existem dois impactos que se destacam, sobre os investimentos e sobre o orçamento doméstico. Como o tédio pode salvar seus investimentos Paul Samuelson, primeiro americano a receber o prêmio Nobel de Economia, disse certa vez que investir deveria ser algo tão monótono quanto "ver a grama crescer". Isso porque a ciclotimia causada pela variação dos mercados cria nas pessoas dois sentimentos que, comprovadamente, resultam em prejuízos: o excesso de medo (quando tudo vai mal) e o excesso de confiança (quando tudo vai bem). Essa é uma das recomendações mais valiosas quando as estratégias de investimentos possuem fundamentos de longo prazo e são adequadas aos objetivos financeiros de quem investe. Ganhos de curtíssimo prazo, em geral, não são sustentáveis. Por isso, se você quer ter sucesso ao investir, trace estratégias, eleja um benchmark e acompanhe os resultados ao longo dos meses. Revisões semestrais ou anuais, principalmente para rebalanceamento da carteira, já são suficientes para colher os bons frutos do tédio nos investimentos.

O vilão do orçamento

Como disse anteriormente, entre as principais ações para aliviar o tédio estão a compulsão alimentar e por compras, que geralmente acontecem além do previsto no planejamento financeiro e impactam negativamente o orçamento. Para driblar os efeitos colaterais do tédio, cientistas listaram um conjunto de atividades para estimular a criatividade e extrair o melhor dos momentos de mal-estar. Dessa forma, você canaliza a energia para ações construtivas e mantém o seu dinheiro protegido.
  1. Meditação: procure entrar em contato com você e com o que realmente importa. Tente meditar, descobrir as razões do seu tédio e tenha em mente que ele estimula a capacidade cognitiva de criar coisas novas;
  2. Atividades criativas: pintar, cantar, dançar, costurar... quais são as coisas que você tem vontade de fazer, mas não faz por falta de tempo? Nos momentos de tédio, é recomendado se afastar das atividades mentais para usar a potência criativa em atividades motoras;
  3. Estabeleça metas: quais são as coisas que você quer realizar? O tédio pode ser o combustível para revolucionar as suas decisões financeiras, estruturar o seu planejamento e definir os objetivos para a estratégia de investimentos;
  4. Altruísmo: a busca pelo significado de viver. Aproveite os momentos de tédio para se conectar com as pessoas que você gosta e para colocar em prática as coisas que estão ao seu alcance para transformar o mundo em um lugar melhor. Qual o legado você gostaria de deixar?
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