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Private equity e venture capitalCOLUNA

Private equity e venture capital

Patricia Stille

Sócia do Grupo Solum e CEO da beegin

Como acessar oportunidades de investimento em empresas privadas e o que analisar para decidir?

No atual cenário de juros baixos, muitos investidores estão se abrindo para novas possibilidades além das classes de ativos mais tradicionais. Mas a pergunta que fica é: como acessar oportunidades e analisar essas empresas?

17 fevereiro 2021 - 17h01
Como acessar oportunidades de investimento em empresas privadas e o que analisar para decidir?

No atual cenário de juros baixos, muitos investidores estão se abrindo para novas possibilidades além das classes de ativos mais tradicionais. Com isso, investimentos na economia real têm ganhado muito espaço, em particular as alocações em empresas privadas. Se boas escolhas forem feitas, o sucesso desses negócios pode realmente gerar bons retornos no tempo. Mas a pergunta que fica é: como acessar oportunidades e analisar essas empresas?

Benjamin Graham afirma, em seu livro A Interpretação das demonstrações financeiras, que “se você tiver informações exatas em relação ao posicionamento financeiro de uma empresa e ao seu histórico de resultados, estará em melhores condições de avaliar suas possibilidades futuras". Ou seja, para avaliar o potencial de um negócio é preciso, antes de mais nada, entender seu histórico. 

Por meio da compreensão dos números, ao levantar dados como receita bruta, lucro líquido, perfil de endividamento e capacidade de geração de caixa, é possível identificar padrões e conhecer um pouco do seu perfil e trajetória. Essas são informações valiosas para quem está mensurando a atratividade de um investimento e suas perspectivas.

A análise profunda antes de investir em uma empresa é mandatória, mas não só dos números. A parte contábil, jurídica e da operação do negócio é bastante importante. Não é à toa que players institucionais, como fundos de pensão ou gestores de venture capital e private equity, costumam promover diligências minuciosas. 

Na etapa de due diligence o foco é levantar todos os documentos pertinentes e também conhecer bastidores, processos, DNA dos sócios e equipe, cultura da empresa, bem como seus diferenciais e pontos de atenção (ou riscos). Esse é o momento em que muitas validações são feitas. Tudo para reunir as informações necessárias para iniciar uma negociação, definindo o “valuation” e os termos de investimento.

Mercado mais inclusivo

Muitas das grandes empresas que conhecemos hoje tiveram o apoio de investidores privados no passado, pessoas que registraram ganhos de patrimônio relevantes sendo sócias de empresas não listadas em bolsa que cresceram bastante. Esse mercado sempre foi muito restrito, reservado para investidores profissionais e grandes famílias, por meio de veículos exclusivos ou fundos com aporte mínimo na casa de milhões. 

Mas essa realidade está mudando, e cada vez mais oportunidades estão disponíveis para um público maior, por meio de plataformas de investimento coletivo (ou equity crowdfunding). Essas instituições, autorizadas pela CVM através da instrução 588, oferecem emissões de empresas privadas de menor porte via dívida ou participação (equity). Tudo de forma segura, com uma experiência simples e completamente digital. 

E a parte interessante disso é que nesses canais é possível acessar uma série de informações sobre os negócios, já consolidadas após processo de análise e diligência dessas empresas, bem como os termos propostos nas rodadas. Com isso, os investidores têm a chance de analisar as ofertas sem ter a trabalheira de levantar um grande volume de dados, que são muito importantes para embasar decisões bem pensadas de investimento.

O que não se pode esquecer é que o pré-requisito para alocar capital em empresas privadas é ter muita convicção. Afinal, não é o tipo de investimento que se pode resgatar a qualquer momento, pois o horizonte nessas alocações é de pelo menos cinco anos. Por isso, é recomendada uma análise cuidadosa de todas as informações disponíveis sobre o negócio em questão, avaliando se seu posicionamento e perspectivas estão alinhados com seus objetivos.

A opinião e as informações contidas neste artigo são responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a visão da SpaceMoney.

Acompanhe a autora Patricia Stille, sócia do Grupo Solum e CEO da beegin, no LinkedIn!

 

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