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Cotação do ouro

Ouro segue preso na casa dos US$ 1.750, mas arranca ganhos pelo 2º dia consecutivo

Minério está em rota de terminar o mês em queda de 3,7%

27 setembro 2021 - 17h27Por Investing.com

Por Barani Krishnan, da Investing.com - O ouro seguiu preso na zona dos US$ 1.750 na segunda-feira (27), embora um ligeiro recuo do dólar tenha ajudado os longs do metal dourado a registrarem um segundo dia consecutivo de ganhos anêmicos após uma temporada tórrida na maior parte de setembro.

À taxa atual, o ouro está em rota de terminar o mês em queda de 3,7%, o seu pior fechamento desde a queda de 7% em junho. No entanto, com todo o tipo de especulação sobre o iminente tapering do estímulo do Federal Reserve, o seu futuro pode mudar para melhor.

O contrato mais ativo dos futuros de ouro dos EUA, para dezembro, fechou em alta de US$ 0,30, ou 0,02%, a US$ 1.752 por onça na Comex de Nova York.

"O ouro está realizando pequenos ganhos no início da semana, depois de encontrar mais uma vez suporte na casa dos US$ 1.740 no final da semana passada", afirmou Craig Erlam, analista da plataforma de negociação online OANDA. "A insistência do Fed de que uma redução gradual ainda é o objetivo este ano, e mais alguns pontos sugerindo que uma elevação das taxas de juros no final do ano que vem é possível, causaram um duro golpe nos preços do ouro na semana passada, e as perspectivas continuam a ser desafiantes se os legisladores não mudarem de rumo".

O presidente do Fed, Jay Powell, vai atualizar o Senado dos EUA sobre as mais recentes decisões de política monetária do banco central e como elas vão ajudar a proteger e expandir a economia após quase dois anos de pandemia do coronavírus.

Na sua coletiva de imprensa após a reunião de setembro do Fed na semana passada, Powell indicou meados de 2022 como uma meta adequada para concluir a redução gradual das compras mensais de títulos do banco central.

O chamado plano “dot-plot” do Fed, o famoso gráfico de pontos da instituição, também projeta que as taxas de juros, represadas em um nível próximo de zero desde o início da pandemia de Covid-19, aumentem em algum momento do ano que vem, ele disse.

No entanto, o testemunho de Powell no Senado na terça-feira poderia levar a uma reanálise destas metas, dependendo do que ele disser.

A questão de quando o Fed deve reduzir seu estímulo e aumentar as taxas de juros tem sido amplamente debatida nos últimos meses, já que a recuperação econômica entrou em conflito com o recrudescimento da variante delta do coronavírus.

O programa de estímulo do Fed e outras acomodações monetárias foram responsabilizados por agravarem as pressões dos preços nos Estados Unidos. O próprio banco central gastou cerca de US$ 2,2 trilhões para apoiar a economia dos EUA com o seu programa de estímulo desde o início do surto de Covid-19.

Além dos gastos do banco central, o auxílio do governo federal para a pandemia, que começou durante o governo Trump, alcançou pelo menos US$ 4,5 trilhões até agora. E o governo Biden está pedindo ao Congresso que aprove mais quase US$ 4 trilhões para seu plano "Build Back Better”, ou “Reconstruir Melhor"

Depois de uma retração de 3,5% em 2020, devido ao fechamento das empresas em função da Covid-19, a economia dos EUA se expandiu de forma robusta este ano, crescendo 6,5% no segundo trimestre, em linha com as previsões do Fed.

Contudo, os problemas do Fed são a esmagadora inflação e um mercado de trabalho com desempenho fraco.

O indicador preferido do Fed para a inflação - o índice de Despesas de Consumo Pessoal, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia - subiu 3,6% no ano até julho, seu valor mais elevado desde 1991. O índice PCE incluindo energia e alimentos aumentou 4,2% no ano.

A meta do próprio Fed para a inflação é de 2% ao ano.

Charles Evan, presidente da seção de Chicago do Fed, afirmou na segunda-feira que o banco central deveria estar mais preocupado com uma economia sem apoio incapaz de gerar uma inflação consistente nos próximos anos que com as atuais pressões de preços a curto prazo,

"Estou mais receoso quanto a não gerarmos inflação suficiente em 2023 e 2024 do que com a possibilidade de convivermos com uma inflação muito alta", Evans disse.

Um dos membros mais dovish do Comitê Federal de Mercado Aberto, grupo do Fed responsável pela formulação da política econômica, Evans geralmente defende um regime monetário mais relaxado para permitir que a economia cresça, às vezes às custas de certa inflação.

John Williams, presidente do Fed de Nova York, disse em separado na segunda-feira que esperava que a inflação, atualmente com tendência acima dos 2%, fosse moderada no ano que vem. Williams também disse que esperava que a economia crescesse entre 5,5% a 6% este ano.

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