O mercado doméstico da soja operou com liquidez restrita nesta quarta-feira, mas os preços encontraram suporte nos prêmios portuários ainda em patamares elevados. Enquanto a Bolsa de Chicago registrou leve recuo, o câmbio oscilou sem direção definida, e o produtor brasileiro permaneceu afastado das negociações, aguardando ofertas mais atrativas. O resultado foi uma sessão de poucos negócios, concentrados em necessidades pontuais de indústrias e tradings, com ajustes positivos em diversas praças do país.
Segundo análise de mercado, a estabilidade das cotações reflete o equilíbrio entre a pressão externa e o suporte interno. Em Passo Fundo (RS), a saca subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00; em Santa Rosa (RS), passou de R$ 139,00 para R$ 140,00. Cascavel (PR) registrou alta de R$ 132,00 para R$ 134,00, enquanto Dourados (MS) avançou de R$ 128,00 para R$ 129,00. Nos portos, Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) tiveram reajuste de R$ 144,00 para R$ 145,00. Já Rondonópolis (MT) e Rio Verde (GO) mantiveram seus valores em R$ 127,00.
Chicago recua com clima favorável nos EUA
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em baixa, pressionados pela previsão de chuvas no Meio-Oeste americano, que favorecem o desenvolvimento das lavouras. O clima benigno em agosto, período crucial para a definição do potencial produtivo da safra dos Estados Unidos, afasta preocupações com quebras e indica uma produção cheia no segundo maior produtor mundial da oleaginosa. A queda do petróleo, pela terceira sessão consecutiva, também contribuiu para o viés negativo das commodities.
Os contratos com vencimento em novembro recuaram 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, fechando a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve baixa de 3,50 centavos, ou 0,29%, para US$ 11,89 3/4 por bushel. No complexo de subprodutos, o farelo com entrega em dezembro caiu US$ 2,80, ou 0,87%, para US$ 315,60 por tonelada, enquanto o óleo registrou perda de 0,35 centavo, ou 0,51%, a 67,17 centavos de dólar.
Demanda chinesa e câmbio limitam quedas
Apesar do recuo, as perdas foram contidas por sinais de demanda pela soja americana, especialmente por parte da China, que segue comprando volumes expressivos. O dólar mais fraco frente a outras moedas torna o produto dos Estados Unidos mais competitivo no mercado internacional, o que ajuda a sustentar os preços. No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com leve baixa de 0,07%, cotado a R$ 5,1299 para venda e R$ 5,1279 para compra, após oscilar entre mínimas e máximas ao longo do dia.
Esse cenário de prêmios elevados nos portos brasileiros, combinado com a demanda externa aquecida, cria um piso para as cotações domésticas, mesmo com o produtor retraído. A expectativa é de que novos negócios sejam fechados à medida que as ofertas melhorem, mas o ritmo deve permanecer lento enquanto houver incertezas sobre o clima nos Estados Unidos e a evolução das tensões geopolíticas que afetam o petróleo. Você pode acompanhar os indicadores e o mercado de commodities em tempo real aqui na SpaceMoney.





