João Berger lidera granja aos 27 anos
João Berger lidera granja aos 27 anos

João Berger, 27 anos, é um dos nomes que representa a renovação da mão de obra qualificada na avicultura brasileira. Ele assumiu a gestão da Granja Pomer após iniciar sua trajetória no setor como aprendiz, consolidando-se como gerente em um dos segmentos mais competitivos do agronegócio nacional.

Trajetória na avicultura industrial

Berger começou sua carreira nas operações básicas da granja e avançou rapidamente para funções de liderança. Esse tipo de progressão reflete a demanda crescente por profissionais técnicos e gestores qualificados dentro das cadeias produtivas de proteína animal no Brasil.

A avicultura brasileira é uma das mais eficientes do mundo. O país ocupa posição de destaque nas exportações globais de frango, com volumes que superam 5 milhões de toneladas por ano, tornando o setor estratégico para a geração de divisas e o desempenho da balança comercial agrícola.

Desafios operacionais do setor

A gestão de granjas enfrenta pressões constantes de custo. A volatilidade do milho e da soja — principais insumos para ração animal — impacta diretamente a margem de produtores integrados e independentes. Em 2026, os custos de produção avícola seguem pressionados pela oscilação nos preços dessas commodities.

Além dos insumos, o setor exige controle rigoroso de biosseguridade, bem-estar animal e rastreabilidade, requisitos cada vez mais exigidos pelos mercados importadores, em especial União Europeia, Japão e Oriente Médio.

Integração como modelo dominante

A Granja Pomer opera dentro do modelo de integração vertical, predominante na avicultura brasileira. Nesse sistema, a agroindústria fornece pintainhos, ração e assistência técnica, enquanto o produtor integrado responde pela infraestrutura e mão de obra. A eficiência da gestão no nível da granja é determinante para a rentabilidade de toda a cadeia.

Renovação geracional no campo

O caso de Berger ilustra um movimento mais amplo de rejuvenescimento na gestão rural brasileira. A entrada de jovens em cargos técnicos e de liderança nas propriedades agrícolas e pecuárias é apontada por entidades do setor como fator crítico para a modernização e a continuidade produtiva do agronegócio.