O plantio de soja da safra 2026/27 começa sob risco climático nas principais regiões produtoras do Brasil. Na maior praça nacional, Mato Grosso, o vazio sanitário se encerrou em 6 de setembro, liberando o trabalho no campo, mas a semeadura só deve ganhar tração com chuvas regularizadas e umidade adequada no solo, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O Paraná já registra ritmo mais adiantado, enquanto o Matopiba (Bahia, Tocantins, Piauí e Maranhão) e Mato Grosso avançam em ritmo inicial e gradual.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) projeta, para o horizonte de dez dias, chuvas de 30 a 50 milímetros em amplas áreas mato-grossenses. Caso o volume se confirme, o plantio tende a ganhar continuidade. O risco está adiante: a previsão aponta recuo das chuvas na sequência, o que pode colocar em dúvida áreas já semeadas e prejudicar a germinação e a fase inicial do ciclo.

O Imea também chama atenção para um El Niño de forte intensidade, que exige acompanhamento das chuvas durante a primavera e pode se tornar um dos principais fatores de risco para a safra 2026/27.

Com a semeadura ainda em estágio inicial em parte relevante do território, o comportamento das chuvas nas próximas semanas deve definir o ritmo dos trabalhos. Você pode acompanhar as principais notícias e os destaques do agronegócio em tempo real aqui na SpaceMoney.